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Brasileirão Série A

São Paulo vence, garante festa de Ceni e deixa Fla ameaçado

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Na noite em que Rogério Ceni comemorou seus vinte anos no São Paulo, a equipe paulista assegurou a comemoração com uma vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo. O triunfo, obtido nesta quarta-feira no Morumbi, mantém a ascensão do time tricolor no Campeonato Brasileiro, que já está na oitava colocação da tabela, com 28 pontos, e conseguiu sua terceira vitória consecutiva.

O Flamengo, por sua vez, se vê perigosamente próximo à zona do rebaixamento. A equipe carioca está em 16º, com 22 pontos, e chegou a seis jogos sem vitórias. Além disso, Silas segue sem vencer desde que assumiu o comando rubro-negro.

Os jogadores do time paulista entraram em campo com uma camisa com o número 1 e os dizeres "mito". Outro homenageado foi o meia Jorge Wagner, que completou 200 jogos pelo São Paulo. A partida serviu também para que o ala direito Ilsinho fizesse sua reestreia pela equipe paulista.

Novamente o técnico Sérgio Baresi lidou com desfalques para escalar o time. O treinador armou a equipe com Rodrigo Souto, Cléber Santana, Jorge Wagner e Marcelinho no meio de campo, além de Richarlyson na lateral esquerda no lugar do barrado Junior César. Na frente, Marlos substituiu o suspenso Dagoberto ao lado de Fernandão.

Já o Flamengo contou novamente com a dupla de ataque formada por Diogo e Deivid, que novamente passaram em branco. O ex-jogador da Portuguesa ainda foi expulso no primeiro tempo, facilitando o trabalho do São Paulo. No meio de campo, Renato Abreu e Correa ficaram com a responsabilidade da criação, enquanto Petkovic foi para o banco.

Garantindo os festejos

O São Paulo começou o jogo sendo pressionado em sua saída de bola, e apostando na veloz troca de passes entre Marlos e Marcelinho. E o entrosamento entre a dupla rendeu em gol aos 8min. Marcelinho recebeu de Fernandão e lançou Marlos na área, que driblou Marcelo Lomba e finalizou antes que a marcação carioca se recuperasse.

O Flamengo não abaixou a cabeça após o gol, e buscou pressionar o São Paulo em seu campo de defesa. Aos 14min, Williams aproveitou rebote de cobrança de falta e finalizou perto do travessão são-paulino. Incomodado com a atuação de sua equipe, Silas sacou Correa com apenas 21min, lançando Vinícius Pacheco.

O time da casa voltou a incomodar aos 24min, quando Marcelinho tabelou com Fernandão e invadiu a área em velocidade, mas Ronaldo Angelim chegou com precisão no desarme. Três minutos depois, Jorge Wagner cobrou escanteio na cabeça de Fernandão, que completou no travessão.

O São Paulo teve boa chance aos 35min, em cobrança de falta de Jorge Wagner, mas o camisa sete bateu fraco, facilitando o trabalho da defesa flamenguista. A situação dos visitantes se complicou aos 40min, quando Diogo, que havia recebido cartão amarelo por falta em Richarlyson no minuto anterior, tentou cavar pênalti e foi expulso.

Em seguida, Jorge Wagner fez excelente lançamento na área carioca e Fernandão completou de cabeça para ampliar o placar no Morumbi. O Fla teve boa chance de descontar aos 46min, com Deivid, mas Rogério Ceni defendeu.

Segurando o Fla

Após o intervalo, Sérgio Baresi sacou o meio-campista Cleber Santana, que tinha cartão amarelo, substituindo-o pelo zagueiro Renato Silva. A entrada do defensor deu mais liberdade a Richarlyson, que passou a apoiar com mais tranquilidade pela esquerda. Silva passou a jogar pela direita, enquanto Jean foi para o meio de campo.

Apesar da inferioridade numérica, o Flamengo voltou melhor no segundo tempo, e, aos 9min, Juan invadiu a área e caiu quando Jean chegou na marcação. O juiz não viu penalti, e o São Paulo ficou perto de ampliar na sequência. Marlos cruzou na área e Fernandão finalizou fraco, facilitando a defesa de Lomba.

Dois minutos depois, Marlos bateu de fora da área e levou perigo ao gol de Lomba. O camisa 16 apareceu bem novamente aos 12min, quando invadiu a área e foi desarmado na hora do chute. No próximo minuto, Léo Moura cobrou falta no travessão de Rogério Ceni, e viu Xandão evitar o gol do Fla após rebote de Deivid.

Léo Moura ameaçou em nova cobrança de falta aos 24min, que exigiu soco de Ceni para afastar o perigo. A bola parada foi a arma escolhida pelo Fla para buscar o gol. Aos 28min, foi a vez de Renato Abreu fazer Rogério trabalhar. Um minuto depois, o São Paulo respondeu com Marcelinho, que driblou a zaga carioca e só não fez um golaço porque Lomba defendeu bem.

O Flamengo buscou apertar nos minutos finais, mas parou na marcação são-paulina. Com o resultado tranquilo, Baresi lançou Ilsinho, que buscou algumas jogadas, mas saiu de campo com um cartão amarelo por reclamação. Aos 44min, Rogério Ceni encerrou as emoções do jogo com uma defesa espetacular após cabeçada de Jean, para dar ponto final na festa no Morumbi.

Redação Terra

Em jogo de pênaltis polêmicos, Corinthians e Atlético-PR empatam

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Ronaldo voltou a marcar um gol pelo Corinthians depois de 18 rodadas do Campeonato Brasileiro, mas o time paulista cedeu o empate por 1 a 1 para o Atlético-PR, nesta quarta-feira, na Arena da Baixada, e viu o Fluminense abrir três pontos de vantagem na liderança. O camisa 9 abriu o placar de pênalti na primeira etapa, mas Bruno Mineiro, também cobrando penalidade, deixou tudo igual após o intervalo.

Os dois lances foram polêmicos e protagonizados por Wagner Diniz. No primeiro, o lateral do time rubro-negro tocou a bola com a mão dentro da área, aparentemente sem intenção. No segundo, se atirou em disputa de bola com Leandro Castán e enganou a arbitragem.

Com o resultado, a equipe paulista chegou a 38 pontos, na segunda colocação. O líder Fluminense, que venceu o Ceará nesta quarta, tem 41. Já o Atlético-PR, com 28 pontos, segue na sétima posição.

Ronaldo voltou a aparecer como titular no Corinthians após ter sido poupado na última rodada, contra o Goiás. Do lado paranaense, o técnico Paulo César Carpegiani escalou Branquinho e Maikon Leite apoiando Bruno Mineiro no ataque, com Paulo Baier vindo de trás.

Mesmo fora de casa, o time paulista assumiu o controle do jogo nos primeiros minutos. Com um bom toque de bola no meio de campo, os comandados de Adilson Batista mantinham a posse de bola e criavam as melhores chances. Aos 4min, Ronaldo arriscou de longe, mas mandou para fora.

O camisa 9 corintiano teve uma ótima chance aos 12min, quando recebeu passe de Jorge Henrique e saiu cara a cara com o goleiro Neto. Porém, não conseguiu dominar a bola completamente e acabou chutando em cima do camisa 1 rubro-negro, que saiu bem para abafar a jogada.

A equipe alvinegra seguia mais perigosa, tocando a bola e marcando bem os avanços de Maikon Leite, Branquinho e Paulo Baier. Aos 20min, Roberto Carlos soltou a bomba de longe, a bola desviou na defesa e exigiu boa defesa de Neto, que pulou para espalmar.

A primeira chegada efetiva dos donos da casa foi só aos 30min. Paulo Baier levantou bola na área e Bruno Mineiro cabeceou com perigo, mas Júlio César segurou firme. Pouco depois, o Corinthians teve um pênalti marcado a seu favor: Ronaldo, que voltou a mostrar boa movimentação em campo, tentou finalizar do bico da área e a bola bateu no braço de Wagner Diniz.

O árbitro Jaílson Macedo Freitas interpretou o lance como intencional e o próprio camisa 9 foi para a cobrança. Ronaldo chutou forte e deslocou o goleiro Neto, abrindo o placar para o time do Parque São Jorge e marcando seu segundo gol no Campeonato Brasileiro - o outro havia sido na primeira rodada, exatamente contra o Atlético-PR, também de pênalti.

Adilson Batista optou por sacar Ronaldo no intervalo, colocando Iarley em seu lugar. A postura do Corinthians, porém, não mudou, e o time continuou ditando o ritmo da partida no segundo tempo. Aos 9min, Ralf tabelou com Jucilei e bateu forte de fora da área, mas Neto defendeu bem.

Com o atacante Iván González no lugar do volante Deivid, o Atlético-PR se lançou à frente e conseguiu o empate aos 22min, também de pênalti. Wagner Diniz foi acionado na área e se jogou em disputa com Leandro Castán, mas o árbitro marcou a infração. Bruno Mineiro cobrou com categoria para deixar tudo igual.

A partida ficou quente depois do empate rubro-negro e Jaílson Macedo Freitas teve que controlar os ânimos com cartões amarelos. Em poucos minutos, Elias, Alessandro e Bruno César foram advertidos pelo juiz.

O jogo ficou aberto nos minutos finais e Elias teve grande chance de dar a vitória ao Corinthians aos 41min. O volante recebeu lançamento na área e apareceu de frente para o gol, mas desviou mal de pé direito e mandou por cima da meta.

FICHA TÉCNICA

Atlético-PR 1 x 1 Corinthians

Gols
Atlético-PR: Bruno Mineiro, aos 22min do 2º tempo
Corinthians: Ronaldo, aos 35min do 1º tempo

Ponto Forte do Atlético-PR
Melhorou com a entrada de González e diminuiu o domínio corintiano na partida

Ponto Forte do Corinthians
Controlou o ritmo durante quase todo o jogo, com toque de bola e marcação forte

Ponto Fraco do Atlético-PR
Mesmo jogando em casa, foi acuado na primeira etapa

Ponto Fraco do Corinthians
Relaxou na segunda etapa e perdeu a chance de matar a partida

Personagem do jogo
Ronaldo, que voltou a balançar as redes com a camisa corintiana

Lances polêmicos
- Wagner Diniz não pareceu ter tido a intenção de tocar na bola com o braço, no lance que resultou no pênalti a favor do Corinthians
- Wagner Diniz se jogou na área no lance com Leandro Castán que originou o pênalti a favor do Atlético-PR

Esquema Tático do Atlético-PR
4-3-3
Neto; Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Deivid (Iván González) e Paulo Baier (Vítor); Branquinho, Bruno Mineiro e Maikon Leite. Técnico: Paulo César Carpegiani

Esquema Tático do Corinthians
4-4-2
Júlio César; Alessandro, William, Leandro Castán e Roberto Carlos (Paulinho); Ralf, Jucilei, Elias e Bruno César (Danilo); Jorge Henrique e Ronaldo (Iarley). Técnico: Adilson Batista

Cartões amarelos
Atlético-PR: Maikon Leite e Wagner Diniz
Corinthians: Paulinho, Leandro Castán, Elias, Alessandro e Bruno César

Árbitro
Jaílson Macedo Freitas (BA)

Local
Arena da Baixada, Curitiba (PR)

Viáfara falha de novo e ajuda Verdão a garantir empate

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O goleiro Viáfara está em alta junto aos palmeirenses. Depois de ser o vilão no mês passado da desclassificação do Vitória contra o Verdão na Copa Sul-americana, o goleiro colombiano deu uma nova mão aos paulistas: falhou no gol que determinou o empate por 1 a 1 nesta quarta-feira, no estádio Barradão, no confronto pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.

No ritmo das coincidências, o atacante Tadeu voltou a brilhar contra o Vitória. No jogo de volta da Sul-americana, o centroavante do Palmeiras havia balançado as redes duas vezes no triunfo por 3 a 0 no Pacaembu. Desta vez, entrou na etapa complementar e assegurou o empate alviverde.

Porém, o empate é ruim para os dois lados. O Palmeiras chega a 25 pontos, enquanto o Vitória está com apenas 23. Ambos seguem longe das principais colocações do Brasileirão.

Na segunda rodada do returno do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras volta a atuar no estádio do Pacaembu diante do Vasco, no domingo, às 16 horas. Um dia antes, no sábado, o Vitória desafia o Flamengo, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, às 18h30.

O Jogo - O Vitória iniciou a partida determinado em acabar com sua crise. Aos quatro minutos, a cabeçada de Wallace, que raspou o poste direito de Deola, foi o aviso aos palmeirenses. Pouco depois, veio o gol. Junior ganhou disputa com Maurício Ramos e serviu Elkeson na direita. Sem hesitar, o camisa 11 bateu firme, cruzado, entre as pernas de Danilo, sem chances para o arqueiro adversário.

O gol fez o Palmeiras acordar em campo. A equipe de Palestra Itália adiantou suas linhas e ficou com grande parte da posse de bola diante de um adversário preso ao campo de defesa. Ao Verdão, faltava, todavia, um companheiro eficiente ao Gladiador Kleber para criar chances reais de gol.

Por sua vez, o Vitória conseguiu se livrar do abafa do Palmeiras apenas aos 29 minutos, quando quase marcou o segundo. No cruzamento de Eduardo, Maurício Ramos afastou parcialmente. Na sobra, Evandro finalizou de primeira. Se fosse à direção do gol, Deola não teria como defender o chute potente do meia. Para sorte dos visitantes, a bola saiu pela linha de fundo, no último lance de perigo de um tempo pouco produtivo de ambos os lados.

Para o segundo tempo, como era previsto, o Palmeiras recebeu modificações: Tadeu e Valdívia substituíram Luan e Pierre. Só que a primeira chance no pós-intervalo veio do Vitória. Na cobrança de falta de Ramon, Deola trabalhou com eficiência.

O Palmeiras tinha dificuldades para se acertar. Na defesa, então, a insegurança era maior. Aos 11 minutos, Maurício Ramos errou o recuo para Deola e deixou a bola nos pés de Elkeson. Sem goleiro e com pouco ângulo, o camisa 11 do Vitória deu azar e acertou a trave.

A partir dos 20 minutos, Toninho Cecílio decidiu reforçar o sistema defensivo do Leão de Salvador com a entrada do zagueiro Reniê. Porém, ele viu a falha de Viáfara determinar o empate palmeirense. O goleiro largou o chute de longe de Edinho nos pés de Tadeu, que completou no canto esquerdo da meta baiana.

O empate faz o Vitória completar cinco rodadas sem um triunfo no Campeonato Brasileiro. O Palmeiras, por sua vez, amarga três jogos longe dos resultados positivos na competição nacional. As duas agremiações continuam longe de seu melhor momento.

Washington faz dois, Flu volta a vencer e segura a liderança

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Washington marcou duas vezes no primeiro tempo e chegou a oito gols no Campeonato Brasileiro

Foto: Alex Carvalho/Gazeta Press

Depois de três partidas sem vitórias no Campeonato Brasileiro - empates contra Palmeiras e São Paulo e derrota para o Guarani - o Fluminense jogou bem e derrotou o Ceará por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Engenhão, para garantir a liderança da competição por mais uma rodada. Washington confirmou sua boa fase e marcou duas vezes, enquanto Mariano abriu o placar. Geraldo descontou para os visitantes.

Com o resultado, a equipe das Laranjeiras chegou a 41 pontos e abriu quatro de vantagem sobre o Corinthians - que tem duas partidas a menos e ainda joga nesta quarta, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Já o Ceará, que frequentou o G-4 durante boa parte do torneio, parou nos 25 pontos e se manteve na zona intermediária da tabela.

Sem o atacante Emerson, lesionado, o técnico Muricy Ramalho escalou o time da casa no esquema 3-6-1. Gum, André Luís e Leandro Euzébio voltaram a formar o trio de zagueiros, liberando os alas Mariano e Júlio César para atacar; na frente, Washington jogou isolado, mas recebeu apoio constante de Deco e Conca.

A estratégia deu certo no início e o Fluminense pressionou o Ceará no campo de defesa até abrir o placar, aos 6min. Mariano fez o cruzamento da direita, a bola passou por Washington na área e morreu no fundo das redes do goleiro Michel Alves, que pulou tarde demais.

A equipe tricolor seguiu mandando na partida, apostando na descida constante dos alas e na movimentação de Deco e Conca no meio. Aos 22min, Conca recebeu na intermediária e deu passe preciso nas costas da defesa cearense para Washington, que tocou com categoria na saída do goleiro para ampliar a vantagem.

O terceiro gol demorou apenas oito minutos para acontecer, de novo com Washington. Conca carregou a bola em jogada individual desde o meio até a área e tocou para trás; a bola passou por Fernando Bob e encontrou o camisa 9 do Fluminense, que bateu com firmeza para marcar pela segunda vez no jogo.

Os 3 a 0 no placar quase aumentaram aos 32min, quando Mariano recebeu belo passe de Leandro Euzébio e saiu na cara de Michel Alves, mas finalizou mal, por cima do travessão. O Ceará só foi ameaçar aos 38min, em chute de longe de Kempes que exigiu boa defesa de Fernando Henrique.

Mário Sérgio tentou melhorar o Ceará com a entrada do ala direito Oziel no intervalo, deslocando Camilo para sua posição original de meia ofensivo. Porém, o time nordestino continuou errando passes em excesso, pouco incomodando a defesa carioca. Aos 6min, Júlio César pegou sobra de jogada na área e chutou de primeira, mas a bola subiu demais.

Superior, o Fluminense pecava pelo preciosismo na hora de definir. Aos 18min, Conca recebeu bola de frente para o gol, mas tentou driblar Michel Alves e acabou travado; na sequência, a tentativa de cruzamento do argentino foi bem bloqueada pelo goleiro.

Os visitantes responderam no lance seguinte, em cabeçada perigosa de Kempes que quicou no chão e passou por cima da meta de Fernando Henrique. Aos 26min, novo susto para o camisa 1, que fez ótima defesa após desvio de Magno Alves.

Quando a equipe tricolor já começava a diminuir o ritmo, Muricy colocou Marquinho e Carlinhos nos lugares de Fernando Bob e Júlio César. Aos 27min, a dupla quase ampliou o placar: Marquinho deu ótimo passe para a entrada de Carlinhos na área, mas o chute do lateral passou à frente do gol. Na sequência do lance, Conca tentou encobrir Michel Alves e mandou para fora.

O Ceará partiu para o ataque nos minutos finais e chegou a pressionar o Fluminense, que se acomodou na partida. Aos 36min, Kempes fez jogada pelo meio e chutou forte para outra boa defesa de Fernando Henrique. Três minutos depois, Washington desviou contra o próprio gol após cobrança de escanteio e Marquinho salvou em cima da linha.

O ímpeto do time alvinegro foi recompensado aos 44min, quando Geraldo escapou pela direita e tocou por baixo do goleiro tricolor para fazer o gol de honra. Porém, já era tarde demais para uma reação.

FICHA TÉCNICA

Fluminense 3 x 1 Ceará

Gols
Fluminense: Mariano, aos 6min, e Washington, aos 22min e aos 30min do 1º tempo
Ceará: Geraldo, aos 44min do 2º tempo

Ponto Forte do Fluminense
Explorou bem as jogadas pelas pontas e teve Deco e Conca se movimentando com liberdade no meio de campo

Ponto Forte do Ceará
Foi para cima nos minutos finais e criou boas chances, pressionando o time da casa

Ponto Fraco do Fluminense
Diminuiu demais o ritmo no segundo tempo e permitiu o crescimento do Ceará

Ponto Fraco do Ceará
Errou passes demais e não conseguiu articular jogadas de perigo no primeiro tempo

Personagem do jogo
Washington, que marcou duas vezes e chegou a oito gols no Brasileiro

Esquema Tático do Fluminense
3-6-1
Fernando Henrique; Gum, André Luís e Leandro Euzébio; Mariano, Valencia (Belletti), Fernando Bob (Marquinho), Deco, Conca e Júlio César (Carlinhos); Washington. Técnico: Muricy Ramalho

Esquema Tático do Ceará
3-5-2
Michel Alves; Diego Sacomam, Fabrício e Anderson; Camilo, João Marcos, Michel (Oziel), Heleno (Geraldo) e Ernandes; Kempes e Magno Alves. Técnico: Mário Sérgio

Cartões amarelos
Fluminense: Fernando Bob
Ceará: Michel, Heleno e Anderson

Árbitro
Francisco Carlos Nascimento (AL)

Local
Estádio do Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Público
4.632 pagantes

Renda
R$ 185.400,00

Redação Terra

Cruzeiro vence Inter, mantém ascensão e assume 3ª lugar

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Everton comemora gol da vitória do Cruzeiro sobre o Inter

Foto: Pedro Vilela/Futura Press

Atuando em Uberlândia, o Cruzeiro derrotou o Internacional por 1 a 0 nesta quarta-feira, com gol de Everton ainda no primeiro tempo. O triunfo garante o bom momento da equipe mineira, que completou cinco jogos sem perder e assumiu a terceira colocação do Campeonato Brasileiro - pode ser ultrapassado por Santos ou Botafogo, que se enfrentam na próxima quinta.

Everton comemora gol na partida entre Cruzeiro e Internacional em   Uberlândia. Foto: Pedro Vilela/Futura PressJá o Inter vê cair uma sequência de cinco partidas sem derrotas. A equipe gaúcha está na quinta posição do torneio, com 31 pontos.

Sem Montillo, lesionado, o técnico Cuca escalou o Cruzeiro Everton e Roger no meio de campo, aposta que deu certo. Já Celso Roth aproveitou a equipe que venceu o Grêmio Prudente, com Rafael Sobis e Leandro Damião no ataque do Inter.

Primeiro tempo

O Cruzeiro começou melhor a partida, trocando passes com velocidade e dando trabalho à marcação do Inter. Logo no primeiro minuto, Roger fez boa jogada e passou para Diego Renan, que alçou na área e viu Sorondo tirar de cabeça. Sete minutos depois, Thiago Ribeiro cruzou pela direita e Everton completou com perigo ao gol de Renan.

A pressão resultou em gol aos 14min. Jonathan fez ótimo cruzamento de três dedos, encontrando Everton na segunda trave. O meia completou de primeira e abriu o placar em Uberlândia. Após o gol, o Inter buscou sair do seu campo de defesa, mas tinha dificuldades para vencer os marcadores da equipe da casa.

A melhor chance de empate para os gaúchos saiu aos 29min, quando Nei correu até a linha de fundo, cruzou na área e viu Leandro Damião chegar atrasado para completar ao gol. Com o equilibrio estabelecido, o Inter passou a ameaçar em jogadas aéreas.

Aos 38min, Farías rolou para a entrada da área e Everton chutou aproveitando, a saída ruim de Renan. A bola passou pelo goleiro, mas Nei rifou e impediu o segundo gol do Cruzeiro. Quatro minutos depois, Leandro Damião chutou de fora da área e obrigou Fábio a fazer sua primeira defesa no jogo.

Segundo tempo

O Inter voltou sem Rafael Sobis após o intervalo, que sentiu lesão ainda no primeiro tempo. Marquinhos assumiu o ataque ao lado de Damião, e o time gaúcho viu uma partida equilibrada na etapa complementar. O Cruzeiro apostava nos ataques pelas laterais, mas não conseguia levar perigo ao adversário.

A primeira jogada de algum risco no segundo tempo saiu aos 15min, quando Farías cabeceou após escanteio e Renan saiu para defender. O Cruzeiro voltou a ameaçar aos 24min. Sorondo recuou bola para o goleiro Renan, que optou por chutão para a lateral ao ver a aproximação de Thiago Ribeiro.

Dois minutos depois, Léo completou após cobrança de escanteio e viu a bola passar perigosamente à esquerda do gol do Inter. A resposta do Inter saiu aos 30min, em chute de Giuliano que obrigou Fábio a fazer boa defesa.

A equipe gaúcha aproveitou os instantes finais para correr atrás do empate, e, aos 37min, Leandro Damião cabeceou e levou perigo ao gol cruzeirense. Dois minutos depois, o atacante do Inter foi derrubado por Gil dentro da área, mas a arbitragem não assinalou penalidade.

Redação Terra

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